As Empresas também perceberam estes canais como um potencial multiplicador de suas marcas visando penetração e aumento de share, novos e potenciais consumidores. A estratégica básica utilizada para o Facebook são: Fanpages, posts com belas imagens divulgando ou promocionando algum produto, produções de videos web com divulgação no "face" (geralmente tendendo a comédia ou com uma comunicação mais ousada que as utilizadas nas mídias tradicionais) e por fim, e a razão principal de tudo isso, milhares de multiplicadores de conteúdo que fazem a disseminação em suas redes de amigos através de ícones como o "curtir" ou ser "fã".
A possibilidade de impactar milhões de pessoas a um custo praticamente inexistente realmente existe. É pensando neste alto volume de visualizações que as empresas e seus departamentos de marketing criam ações para esta plataforma..... Resta saber, apenas, se o volume de aprovações destas marcas são realmente verdadeiras.
Conversando com um grande amigo dos tempos da faculdade, levantou-se o assunto "compra de fãs e curtidas no facebook". Fiquei indignado! Como pode existir compra de curtidas ou de fãs? A quem isso interessaria? Qual a vantagem de uma empresa optar por esta estratégia, ter um volume alto de "seguidores" sendo apresentado se este público sequer existe? Seria por vaidade, ego, necessidade de auto afirmação ou simplesmente por uma visão míope do departamento de marketing destas instituições (pois os resultados finais que são aumento do share e fidelização da marca não se alterariam)? Será que só penetração é suficiente para o crescimento e sustentação de uma marca?.
Analisando a conversa que tive, ao retornar para minha casa, na hora me veio à cabeça um livro que havia lido nos tempos de colégio chamado "Pai me compra um amigo?" (Pedro Bloch / Ed. Ediouro) que narrava a história de um menino (Bebeto) que era um tanto diferente dos demais e não era reconhecido ou bem quisto nem mesmo pelo seu pai. Só depois de ser ajudado por algumas vezes por seus colegas de classe ele tomou assento no mundo e finalmente foi reconhecido.
Traçando um paralelo entre o livro e estes fãs e curtidas "fake" vejo claramente que existem muitos Bebetos com CNPJ e necessitando de auto afirmação para ser adorado pela massa, mas que está mais perdido que agulha em palheiro.
Diante do "fama a qualquer custo" e carência afetiva de tantos de nossa espécie, até entenderia se uma pessoa resolvesse comprar amigos e fãs pois assim estaria ao menos aplacando parte de suas frustrações.... Mas uma empresa adotar esta estratégia como sendo uma ótima ação de branding seria, no mínimo, míope e suicida.
Para finalizar, aos que já adotaram ou pretendem adotar esta prática, gostaria que fossem analisados os seguintes pontos: Vale qualquer coisa pela fama? Como fica o relacionamento empresa x consumidor se a base do relacionamento está calcado em mentiras apenas para se mostrar adorada? E a conduta moral, aonde fica? Até que ponto vale investir em algo que, de verdade, não vai gerar resultados à sua marca?
O que sei é que existem no mercado web uma infinidade de ações e estratégias de marketing bem mais interessantes e honestas a serem seguidas e que podem gerar resultados verdadeiros. Talvez muitos ainda não tenham dado conta, mas publicidade se faz "com" e "para" pessoas e não através de ícones frios de curtidas ou fãs fictícios!

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