sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Papai Noel é meu amigo!

Final de ano é quase sempre tudo igual: a grande maioria da população fica na torcida para o ano acabar, realizam confraternizações com os colegas das empresas, enfrentam muito trânsito, shoppings lotados, lojas e ruas comercias idem, enfim, um corre corre frenético em busca do presente ideal. Tentam buscar com grande afinco o sonho de consumo dos que serão presenteados.

Mas no meio deste universo, existem algumas pessoas que pensam um pouco diferente, vão além. Infelizmente ainda são poucas, mas graças a eles, este grupo vem crescendo ano a ano, seja de forma direta ou indireta. Essas pessoas não buscam apenas realizar o sonho dos que estão próximos... Na verdade pouco se importam em priorizar suas compras, isso é para um segundo momento. Essas pessoas tem em seus corações a gratidão do que conquistaram, fazem questão de abrir mão de algo para si em prol dos menos afortunados, dos que por vezes são ou estão esquecidos. Uma dessas pessoas eu conheço.... Ele é, para mim, o verdadeiro Papai Noel!

Esse meu bom velhinho na verdade é um cara mais jovem que eu e que conheci há alguns pares de anos, creio que foi entre os anos de 1999 e 2000. Esse Papai Noel tem uma história de vida de muita luta, garra e vontade de vencer. Filho de pais simples e de vida idem, me confessou determinada vez que seu pai era um andarilho e assim gostava de ser. Foi concluir os estudos universitários já adulto, quando já ocupava o cargo de supervisor de vendas de um grande e importante grupo de comunicação.

Fui gestor desse Papai Noel por algum tempo. Em minha simples pretensão de orientá-lo, mal sabia ele que mais aprendia que ensinava. Talvez até tenha conseguido passar a ele alguns conceitos de gestão, de gerenciamento de equipe, e assuntos ligados ao meio comercial mas com certeza aprendi muito mais que ensinei. Se fui em determinada época seu orientador fui, com certeza, seu mais humilde aluno na maior parte do tempo, afinal aprendi lições de vida, de humanidade, de humildade, de desapego e de amor ao próximo.
Há cerca de 13 ou 14 anos (pode ser que seja mais mas este é o tempo que o conheço seu trabalho) esse Papai Noel doa seu tempo, amor e carinho a pessoas que nada tem ou que tem muito pouco. Nunca pediu ajuda de nenhuma espécie. Sempre deixou claro que se quiséssemos ajudar seria por vontade própria, mas mesmo que ninguém o ajudasse, o público por ele escolhido seria agraciado com um Natal digno.

Lembro do meu amigo Papai Noel me contar como fazia: Escolhia uma comunidade ou entidade, fazia o levantamento do número de pessoas, quantas crianças (sendo que separava o número de meninos e de meninas) e preparava a lista de presentes para aquele determinado ano... Certa vez, imbuído de certo egoísmo social, tive a petulância de perguntar para quê gastava seu dinheiro e tempo e mais uma vez aprendi com esse jovem Papai Noel que não se tratava de gastar ou não... de se ter tempo ou não.... O papo era direto com o cara lá de cima. Era a retribuição em forma de gratidão a Deus do que Deus tinha possibilitado e dado a ele ao longo de sua vida... e o que fazia aos outros todos os anos era nada se comparado ao que Deus lhe proporcionou.
Meu amigo Papai Noel em ação!

Confesso que pensei, repensei, escrevi e apaguei uma dezena e meia de vezes o texto que segue pensando como homenagear as diversas pessoas que nos ensina o real espírito do Natal e a que me faz ter mais orgulho é essa, a de ser amigo desse Papai Noel..... Seu nome real? Marcelo P. de Oliveira!

A você, querido amigo, deixo em nome de todos os que hoje ajudam você a realizar o sonho de tantos desfavorecidos, meu carinho, meu respeito e meu muito obrigado!

Feliz Natal a todos!!!

Aos que não conhecem a lenda do bom velhinho, aqui vai um pequeno resumo: O verdadeiro Papai Noel foi uma pessoa de carne e osso, mais precisamente São Nicolau Taumaturgo – um arcebispo turco. São Nicolau costumava ajudar pessoas pobres da cidade de Mira colocando moedas de ouro nas chaminés de suas casas durante a época de Natal. Mais tarde, diversos milagres foram atribuídos a São Nicolau fazendo-o por se tornar santo. Sua imagem como símbolo natalino teve origem na Alemanha, e de lá se espalhou para mundo inteiro. 
Enquanto São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, o Papai Noel que conhecemos hoje é retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca, trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Essa imagem se tornou popular nos EUA e Canadá no século XIX devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pai, me compra um amigo (no Facebook)?

Que a influência e penetração de sites de relacionamento como o Facebook e outros do gênero é um fato, disso ninguém duvida. Milhares de pessoas são impactadas diariamente com informações, reclamações, posicionamentos políticos, sociais, familiares entre tantos assuntos por seus "amigos do face". Passeatas, protestos, manifestações, festas, missas, cultos, enfim, uma infinidade de movimentos do mundo real são iniciados neste ambiente.

As Empresas também perceberam estes canais como um potencial multiplicador de suas marcas visando penetração e aumento de share, novos e potenciais consumidores. A estratégica básica utilizada para o Facebook são: Fanpages, posts com belas imagens divulgando ou promocionando algum produto, produções de videos web com divulgação no "face" (geralmente tendendo a comédia ou com uma comunicação mais ousada que as utilizadas nas mídias tradicionais) e por fim, e a razão principal de tudo isso, milhares de multiplicadores de conteúdo que fazem a disseminação em suas redes de amigos através de ícones como o "curtir" ou ser "fã".

A possibilidade de impactar milhões de pessoas a um custo praticamente inexistente realmente existe. É pensando neste alto volume de visualizações que as empresas e seus departamentos de marketing  criam ações para esta plataforma..... Resta saber, apenas, se o volume de aprovações destas marcas são realmente verdadeiras.

Conversando com um grande amigo dos tempos da faculdade, levantou-se o assunto "compra de fãs e curtidas no facebook". Fiquei indignado! Como pode existir compra de curtidas ou de fãs? A quem isso interessaria? Qual a vantagem de uma empresa optar por esta estratégia, ter um volume alto de "seguidores" sendo apresentado se este público sequer existe? Seria por vaidade, ego, necessidade de auto afirmação ou simplesmente por uma visão míope do departamento de marketing destas instituições (pois os resultados finais que são aumento do share e fidelização da marca não se alterariam)? Será que só penetração é suficiente para o crescimento e sustentação de uma marca?.



Analisando a conversa que tive, ao retornar para minha casa, na hora me veio à cabeça um livro que havia lido nos tempos de colégio chamado "Pai me compra um amigo?" (Pedro Bloch / Ed. Ediouro) que narrava a história de um menino (Bebeto) que era um tanto diferente dos demais e não era reconhecido ou bem quisto nem mesmo pelo seu pai. Só depois de ser ajudado por algumas vezes por seus colegas de classe ele tomou assento no mundo e finalmente foi reconhecido.

Traçando um paralelo entre o livro e estes fãs e curtidas "fake" vejo claramente que existem muitos Bebetos com CNPJ e necessitando de auto afirmação para ser adorado pela massa, mas que está mais perdido que agulha em palheiro.

Diante do "fama a qualquer custo" e carência afetiva de tantos de nossa espécie, até entenderia se uma pessoa resolvesse comprar amigos e fãs pois assim estaria ao menos aplacando parte de suas frustrações.... Mas uma empresa adotar esta estratégia como sendo uma ótima ação de branding seria, no mínimo, míope e suicida.

Para finalizar, aos que já adotaram ou pretendem adotar esta prática, gostaria que fossem analisados os seguintes pontos: Vale qualquer coisa pela fama? Como fica o relacionamento empresa x consumidor se a base do relacionamento está calcado em mentiras apenas para se mostrar adorada? E a conduta moral, aonde fica? Até que ponto vale investir em algo que, de verdade, não vai gerar resultados à sua marca?

O que sei é que existem no mercado web uma infinidade de ações e estratégias de marketing bem mais interessantes e honestas a serem seguidas e que podem gerar resultados verdadeiros. Talvez muitos ainda não tenham dado conta, mas publicidade se faz "com" e "para" pessoas e não através de ícones frios de curtidas ou fãs fictícios!