terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Marcas de Batom no Banheiro

Em uma Escola estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas pré adolescentes, na faixa dos 12 anos, que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso que ficava nos lábios.

O diretor andava bastante aborrecido pois o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam os espelhos cheios de marca de batom novamente.

Certo dia, o diretor resolveu colocar todas aquelas meninas no banheiro e pacientemente explicou o quão difícil era limpar os espelhos e remover aquelas marcas.... foram quase sessenta minutos explicando, em detalhes, toda a dificuldade do faxineiro.

No dia seguinte, certo que havia conseguido conscientizar a turma, foi verificar pessoalmente e...... lá estavam os espelhos com o mesmo volume de marcas de batom do dia de sua longa explanação.

Foi aí que, já percebendo a necessidade de ser mais elucidativo, reuniu novamente as meninas no mesmo banheiro e chamou o faxineiro para que este demonstrasse a dificuldade que tinha em limpá-los todos os dias. Seguindo o pedido feito pelo diretor, o faxineiro foi ao vaso sanitário, molhou seu pano e começou a limpar os espelhos.

A partir de então, nunca mais apareceram marcas de batom nos espelhos!!!

MORAL DA HISTÓRIA: Comunicar de forma acertiva, que seja bem entendido, é sempre um grande desafio. Às vezes devemos adotar métodos diferentes se quizermos alcançar os resultados pretendidos.

Por quê?
.... Porque a bondade que nunca repreende não é bondade: é passividade!
.... Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência!
.... Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença!
.... Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade!

Um bom gestor deve entender bem quais são os canais de comunicação mais eficazes para que sua equipe siga suas orientações, aprenda o que lhes é transmitido e alcance os objetivos propostos.

Pense nisso quando estiver à frente de sua equipe!!!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Uma História Africana.... Um exemplo de equipe!!!

Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo na África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas; Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.

Aí ele chamou as crianças e combinou a brincadeira, que quando ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinho.

As crianças se posicionaram em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!”, imediatamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo juntas em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou por que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam: - “UBUNTU!!!” “Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?“

UBUNTU significa: - “EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!”


Às vezes a gente pensa que vem pra África pra ensinar a eles, quando na verdade a gente tem muito o que aprender com eles.
Mais uma viva a diversidade e a simplicidade que sempre tem a nos ensinar!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Falta de Reconhecimento no Trabalho - por Bernt Entschev*

Não sei se dinheiro não traz felicidade, mas, se traz, não mantém ninguém feliz por muito tempo. Engana-se quem pensa que as pessoas trabalham apenas por causa do dinheiro. Claro que o aspecto financeiro é importante, porém pergunto: é o suficiente para lhe manter motivado? Para responder a essa pergunta, farei outra: você consegue dar o máximo de si num emprego em que não é reconhecido? Acredito que não.

Desempenho, felicidade e ritmo de produção são fatores que sempre estiveram muito ligados ao clima organizacional. Portanto, gestores, se vocês não querem perder um de seus talentos na empresa, minha dica é que comecem a valorizar os seus funcionários, pois apenas pagar o salário não é mais suficiente.

Cada empresa possui a sua estratégia de retenção de talentos. Algumas oferecem planos de benefícios e bônus no trabalho, planos de carreira e programas de desenvolvimento individual. Outras optam por motivar seus funcionários com um clima organizacional agradável e bom relacionamento entre chefe, subordinados e colegas. Todas essas ações são eficientes, porém não são suficientes para manter um funcionário realmente motivado e realizado com o trabalho que faz.
Mesmo havendo inúmeros benefícios e ótimo relacionamento entre a equipe, se o funcionário não for reconhecido pelo trabalho que faz, ele não será motivado para melhorar (ainda mais) seu desempenho, se aprofundar nos assuntos profissionais ou buscar novos conhecimentos. É só refletir: qual a graça em trabalhar e obter ótimos resultados se você nunca é reconhecido por eles? Nenhuma. Ninguém se sente motivado a dar o melhor de si se não recebe nem um elogio em troca. Maslow já dizia que o ser humano precisa de autoestima, reconhecimento e respeito dos outros. É uma necessidade da natureza do homem, e sem ela o desempenho de qualquer profissional não é o mesmo.
Reconhecimento e valorização estão relacionados com autoestima. Um profissional que não é valorizado pelo seu trabalho, não recebe um elogio, um feedback positivo ou qualquer tipo de reconhecimento profissional, provavelmente, após certo período de tempo na empresa, sofrerá uma perda na motivação. Isso fará também seu trabalho perder qualidade e até mesmo o interesse pela profissão diminuir.
Os gestores precisam ficar atentos aos seus talentos. O pensamento “ele não fez mais que sua obrigação” ainda é muito comum, infelizmente. É inegável, o funcionário está ali para desempenhar sua função com qualidade. Porém, quando alguém realiza um bom trabalho, nada mais justo que receber um elogio (por mais simples que seja) ou feedback. Isso faz a diferença ao realizar trabalhos de semelhante ou superior complexidade no futuro. Portanto, fica a dica para os chefes de equipes: preste atenção às tarefas de seus funcionários e perceba a importância e empenho na contribuição de cada um deles.
O reconhecimento e a valorização do profissional implicam diretamente os resultados individuais e coletivos da empresa. Sem o reconhecimento, muito dificilmente existirá motivação, porém ele por si só também não é suficiente. É preciso que exista um conjunto de fatores emocionais e financeiros determinantes no bem-estar e motivação do profissional na empresa.
Reconhecer significa creditar um mérito e sentir-se grato por ele. Reconheça o bom desempenho e as conquistas da sua equipe e mostre aos seus subordinados que são reconhecidos pelos resultados atingidos. Ao fazer isso, você transmitirá confiança e consideração e mostrará à equipe o quanto ela é importante para a empresa. Essas atitudes são o combustível para a produtividade e sem elas, a equipe para de funcionar.

*Fonte: Bernt Entschev, Presidente do Grupo De Bernt, e colunista dos jornais Gazeta do Povo, no Brasil, e no La Nación, do Paraguai. Também comentarista de Recursos Humanos nas rádios CBN e 91 Rádio Rock, de Curitiba. Autor do livro Executivos, Alfaces & Morangos, eleito o 4º Melhor Headhunter do Brasil pelo Canal RH em 2004.