quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Cego e o Publicitário

Seguindo a linha de textos já conhecidos mas ainda de boa utilização em nossas vidas corporatrivas, apresento-lhes a fábula a seguir. Boa leitura!


Certo dia, um cego estava sentado em uma das inúmeras calçadas de Paris. Próximo a seus pés havia um chapeu surrado pelo uso e um pedaço de madeira onde, com giz, podia-se ler em letras mal grafadas diante à dificuldade do cego: "Por favor, ajude-me, sou cego!"
Um publicitário da área de criação que passava em frente parou e viu que havia umas poucas moedas e todas de baixo valor no chapeu. Sem pedir licença, pegou o cartaz em suas mãos, virou-o, pegou o giz que estava no chão, escreveu algo e, sem dizer uma só palavra, retornou com o pedaço de madeira ao ponto que estava antes e foi embora antes mesmo do cego questionar quem mexera em suas coisas.
No meio da tarde, durante uma para da para o café, o publicitário voltou a passar em frente ao ponto onde estava o cego. Olhando o chapeu, ele pode constatar um cenário bem diferente ao que encontrata inicialmente. No lugar de mirradas esmolas o que se via eram várias notas e moedas de valores bem superiores às anteriores.
O cego, reconhecendo a pisada do publicitário, o fez parar e perguntou se fora ele o responsável por ter mexido em sua placa, mas sobretudo queria saber o que ele havia feito. Dissera que durante muitos anos ele conseguia, no máximo, aquelas mirradas esmolas mas depois da passagem daquele homem, muito mais moedas e até notas começaram a ser colocadas no chapeu.
O publicitário esboçou um leve sorriso de satisfação, abaixou-se ao lado de pedinte e, com amabilidade na voz, disse simplesmente: "Reescrevi sua mensagem. Nada que já não estivesse de acordo com o que você já tinha escrito, apenas utilizei outras palavras". Então levantou-se, despediu-se do homem e seguiu seu caminho.

O cego passou semanas sem ter a menor idéia do que estava escrito naquele pedaço de madeira. Sabia apenas que após a passagem daquele bom homem, sua vida melhorara sensivelmente. Angustiado em saber o que estava escrito, conseguiu parar um transeunte e pediu que ele lê-se o que estava grafado no pedaço de madeira e então ele escutou do locutor: "Hoje é primavera em Paris.... e eu não posso vê-la".

Fica aqui apenas uma lição: Se os resultados pretendidos estão divergindo do planejado, não espere, MUDE JÁ SUA ESTRATÉGIA!