terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um Fósforo, uma bala, um café e um jornal....

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um local para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Sonho Bom.
Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto gentil o saudou amavelmente: 
-Bem vindo!
Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado em seu quarto e impressionado com os procedimentos. Tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama impecavelmente limpa e uma lareira com um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre ela, pronto para ser riscado.
Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite começou a pensar que estava com sorte.
Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição, apesar de simples, estava deliciosa, como tudo o que tinha experimentado naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio aquela noite e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Qual não foi sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava reparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela.
Na manhã seguinte, o hospede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: ”Sua marca predileta de café. Bom apetite!” Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar o garçom perguntou qual a marca preferida de café.
Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas, como pode? É o meu jornal! Como eles adivinharam?” Mais uma vez, lembrou-se de que quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.
O cliente deixou o hotel encantado. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?...
... Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

 Apesar deste texto já ter rodado inúmeros sites, blogs, redes sociais. Ter sido comentado em rodas de amigos e uma centena de palestras, infelizmente ainda existem empresas que não se deram conta que, para atender bem e fidelizar um cliente,  precisa se diferenciar dos demais, mas não com campanhas ou ações complexas, basta fazer o simples, o famoso "arroz com feijão". Atitude e comprometimento!
Uma marca só se tornará um referencial se ela estiver atrelada a boas experiências vivenciadas pelo seu cliente/consumidor, caso contrário, continuará a ser uma commodity e sempre precisará brigar, entre tantas lutas, por preço e não por Valor!



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Enfim um dia dedicado a você Vendedor!

Hoje é o dia que se comemora o dia do vendedor. Pena que apenas 35% dos vendedores saibam disso....
Ser vendedor, o que é isso? De forma muito resumida, vamos contextualizar como tudo começou.
Se voltarmos o tempo, lá nos primórdios, veremos que entre as tribos nômades já existia o que chamamos da arte de vender mas não como conhecemos hoje. Lá atrás, a venda era feita baseada na troca (escambo), ou seja, dava-se algo que se tinha em abundância em troca de um produto que necessitava. Nem sempre era fácil, pois por vezes tinha-se algo mas que outros não queriam.
Se alguém quisesse trocar uma vasilha por uma faca, por exemplo, teria que procurar por quem tivesse uma faca e verificar se essa pessoa estaria disposta a receber a vasilha em troca. Às vezes, o negócio acabava sem problemas:
– Tome a sua faca! Dê a minha vasilha!
Outras vezes, porém, não era interesse do dono da faca trocá-la por uma vasilha e sim por um colar de conchas do mar. Então, o dono da vasilha, que queria a faca, teria que procurar por alguém
que possuísse um colar de conchas do mar e que quisesse trocá-lo pela vasilha. Em seguida, se conseguisse trocar a vasilha, voltaria à casa do dono da faca e, finalmente, faria a troca pelo colar de conchas do mar.
Com o advento da moeda, por volta do século IVa.C., os povos começaram a realizar suas "trocas" por determinadas quantidades de moedas (nesta época existiam principalmente moedas de ouro, prata e bronze que representavam valores distintos de acordo com o metal a qual era cunhada). A partir daí, iniciou-se um processo diferente no mundo: A Venda!
Mas, contudo, uma coisa ainda não havia mudado, nesta época a venda era realizada de modo passivo, ou seja, determinada pessoa (ou grupo) buscava algo que precisava e dava determinado volume de moedas para quem era o dono da mercadoria (ou do serviço) sem que houvesse esforço da outra parte em desovar seu produto.
Diante a existência de grande quantidade de sobra de produção (leia-se produção como produtos em quantidade superior ao consumo e vendas), observou-se a necessidade de "ir ao mercado" e oferecer seu produto ou serviço. Traduzindo: "tinha-se que criar o desejo nas pessoas em adquirir o que sobrou ou que está encalhado".
 Juntamente com o período das grandes navegações, que ocorreu o fomento da venda e, consequentemente, do aparecimento de um personagem muito especial: O VENDEDOR!
Séculos de evolução deste personagem (e com a revolução industrial ocorrida em meados do século XVIII) o transformou na década de 40/50 no famoso "caxeiro viajante" (Brasil). Na mesma época, nos Estados Unidos, uma centena de vendedores batiam de porta em porta oferecendoos mais diversos tipos de produto.
Atualmente, muita coisa mudou (outras nem tanto assim). O vendedor tradicional, acostumado ao "compra aí que é bom", ou ainda, "compra pra me ajudar" e também o "Vou empurrar tudo o que posso neste cara pra bater minha meta este mês" (a famosa venda de uma só vez), se não está morto de vez, está com terra até o queixo.

 O mínimo que o mercado espera de um profissional de vendas hoje é:
  • Flexibilidade
  • Comprometimento
  • Paciência e persistência
  • Boa comunicação
  • Capacidade de persuasão
  • Ser um bom, ou melhor, excelente ouvinte
  • Auto-estima e educação continuada, além de saber vender sua própria imagem e não invadir o espaço do cliente
  • Simpatia
  • Otimismo
  • Persistência
  • Elegância e Boa Aparência
  • Conhecer a empresa e colaborar para a consecução da sua missão
  • Representar dignamente a empresa junto aos clientes, servindo de elo de ligação
  •  É preciso que ele conheça profundamente: O produto/serviço que está sendo oferecido. Saber suas especificações, uso, aplicações e benefícios, assim como seus pontos fracos (isso, aliás, é fundamental). Deve-se saber que preço nem sempre é tudo (alguém sempre vai ter um preço melhor do que o seu). Deve usar de todo seu talento para encantar o cliente. E o mais importante: tem que ter carisma, tornar-se, de fato, seu amigo e conselheiro comercial..... até mesmo para dizer-lhe quando não comprar.

    Que este dia 01 de outubro seja um dia de muita reflexão sobre que tipo de vendedor você é ou necessita ser..... e onde quer estar nos próximos 5 anos.



    FELIZ DIA DO VENDEDOR!